Sindicatos de professores e servidores federais e centrais sindicais de Juiz de Fora aderiram ao Dia Nacional de Paralisação e Lutas contra as reformas do Governo Temer nesta quinta-feira (14). Ações foram realizadas na porta da uma siderúrgica ArcelorMittal na BR-040 e no campus da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

A primeira ação foi o fechamento das entradas da siderúrgica, que fica próxima à BR-040, no início da manhã. De acordo com Sindicato dos Metalúrgicos, cerca de 50 representantes da categoria, partidos políticos, professores e servidores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) ocuparam a entrada da indústria por volta das 6h.

Durante cerca de uma hora, eles mantiveram as portas fechadas e impediram os funcionários de entrar para o trabalho. Uma fila de caminhões e carros se formou e chegou à BR-040, afetando uma das pistas. A direção da empresa negociou com os manifestantes a entrada dos trabalhadores.

A manifestação continuou no campus da UFJF. o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino no Município de Juiz de Fora (Sintufejuf) aprovou a adesão em assembleia na terça-feira (12). A coordenação comunicou à reitoria sobre a paralisação no Restaurante Universitário, biblioteca e transporte interno.

De acordo com informações do Sintufejuf, representantes da Associação de Docentes de Ensino Superior (Apes) e do Diretório Central dos Estudantes (DCE) foi definida uma ação conjunta, de panfletagem nos institutos e unidades administrativas, unindo os três segmentos.

“Este pacote vem desde a diminuição dos recursos da universidade, mas também é um ataque direto aos trabalhadores. Ele vai desmontando as carreiras tanto dos docentes quanto dos técnicos-administrativos, ataca retirando vários direitos destes trabalhadores e reduzindo cada vez mais a capacidade de atendimento à população da universidade pública”, analisou o coordenador geral do Sintufejuf.

A ação em Juiz de Fora acompanha o movimento nacional de revindicações que questiona as mudanças, como explicou o presidente da Apes. “É preciso se mobilizar para enfrentar este contexto, na medida que o governo propõe congelamento de salários, não cumprir com acordo já estabelecidos, propõe programa de demissão voluntário e os cortes de orçamento vao inviabilizar as condições de trabalho dos docentes", afirmou.

Na manifestação, Jordan Beloto explicou como os estudantes são impactados pela medida. "A gente sente isso no corte das bolsas, prejudicando a estrutura da universidade em si, os circulares, o próprio bandejão. Precarização dos funcionários, que também acaba refletindo na gente porque temos serviços de pior qualidade. Bolsas de diversos estudantes sendo cortadas ou atrasadas. Todas as reformas do governo atacam diretamente a gente que é estudante”, explicou.